Lisbon Tram with a 636 Close Up

Pedro Rebelo Polaroid Lisbon Tram 636 Close Up

 

Era já um fim de tarde, de um dia particularmente quente, como tantos outros em Lisboa. Por motivos vários que não são para aqui chamados, vagueava pelas ruas, umas mais conhecidas e outras em primeira mão… Queria saber onde iam dar aqueles caminhos, para onde iam aquelas gentes, rua acima, rua abaixo…

Os passeios estreitos dificultavam a paragem. Havia sempre quem queria passar, quem só porque sim, por um direito que lhe assistia  (termo muito em voga naqueles dias), não queria pôr pé na estrada…

De repente, alguém pára. Tira da mochila uma velha máquina Polaroid. Olham, claro, como sempre olham. É a rainha de uma festa que só dura um minuto, na cabeça de quem espreita através do pequeno visor de plástico. Um clique. O som que não deixa dúvidas. A mão que a puxa num instante e a guarda no bolso. Virar, avançar… As pessoas não esperam, há quem as espere a elas (penso eu). Avançar.

Logo mais, dali a uns minutos, numa qualquer mesa de café ou banco de jardim, logo se verá como ficou…

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